Olá, amigos! Tudo bem?
Quem me conhece sabe o quanto sou fascinado por história! Conhecer os feitos, hábitos, conquistas, cultura dos povos antigos sempre me “prendeu”! Quando estive em Roma pela primeira vez, me vi em um mundo mágico! A cidade respira história, arte, cultura! Tudo lá é valioso. Cultural e historicamente falando! As praças, os parques, monumentos, esculturas, prédios… tudo é maravilhoso! O “Altare della Patria” é imponente, belo! “Fontana di Trevi” é linda! Você pode conferir algumas fotos no meu Instagram!
Roma é um lugar que “me acolhe”! Me identifico! Moraria lá, fácil!! (Bobo, eu, né?!rs)
Essa semana recebi uma notícia que me deixou muito triste!
Um turista brasileiro, adolescente de 17 anos, foi flagrado por policiais, em ato de vandalismo, em Roma. Sabe-se lá, por que… o rapaz estaria tentando deixar suas iniciais nas paredes do Coliseu, raspando com uma pedra.
Depredar um lugar visitado por pessoas do mundo todo, um dos lugares mais importantes da Itália, importantíssimo para a História, patrimônio cultural… a troco de que?! Quem, ao ver as iniciais rabiscadas na parede, saberia se tratar do fulaninho?! Qual o sentido?!
Não bastasse o vandalismo, tinha que ser um brasileiro!?
Mas minha tristeza (e indignação) não está somente no crime, em si! O que considero algo grave!
O que me entristece é ver uma geração que perdeu completamente o senso de limites; o conceito de respeito, tanto ao próximo, quanto ao que pertence ao próximo e, sobretudo, ao que pertence a todos; perdeu-se a capacidade de pensar e entender que não se vive sozinho neste mundo! Aliás, ainda que vivesse… como seria esse mundo?! Tenho PENA dessa geração!
Mas talvez tudo isso seja culpa da minha geração! Sim! Da minha geração! Aquela que foi educada por pais mais rígidos, que se faziam respeitar, que ensinavam que para cada ação existe uma reação, que para tudo que se faz existe uma consequência! A geração que aprendeu a ouvir “NÃO” (e não morreu por isso)!! Infelizmente, essa geração não aprendeu o mais importante: com passar para os filhos essas lições!
Os filhos de “ontem”, “pais de hoje”, não souberam (e não sabem) dizer “não”. Não desenvolveram a habilidade de passar valores, ainda que os tenham bem definidos. Isso gerou uma sensação de permissividade aos seus filhos: “Posso tudo porque mamães deixa e papai não liga! Nunca estão por perto para saber, mesmo! Dane-se!”.
A causa? Não sei! Passei longe das aulas de psicologia! Não saberia identificar, especificamente, a causa dessa “deficiência”! Mas é inegável que há algo de muuuuito errado!
Muitos podem apontar como algo cultural: “Ah! Isso é coisa de brasileiro! Sai do Brasil pra passar vergonha no exterior!”. “Brasileiro tem fama, mesmo!”, como se isso fosse um troféu, uma autorização pra fazer “feio”!
Tenho que discordar dessa ideia do “cultural brasileiro”! Minha cultura não é essa, das minhas irmãs não é essa, dos meus primos não é essa, dos meus amigos não é essa, de muitas pessoas que conheço não é essa!
CULTURA
Subst. Fem.
“…Conjunto dos conhecimentos adquiridos; instrução. Conjunto dos hábitos sociais e religiosos, das manifestações intelectuais e artísticas, que caracteriza uma sociedade. Normas de comportamento, saberes, hábitos ou crenças que diferenciam um grupo de outro. Expressão ou estágio evolutivo das tradições e valores de uma região, num período determinado.”.
Fonte: Dicionário da Língua Portuguesa
Me recuso a aceitar que o conceito mundial sobre nós brasileiros venha de um conceito cultural deturpado, irresponsável, negligente e imaturo como esse que vemos todos os dias nos jornais, na TV, nos supermercados, nas filas, nas ruas, e pior… nas escolas.
Sim, isso tudo, esse caos social que vivemos, na minha opinião, e não sou o dono da verdade, você pode discordar, está na falta de EDUCAÇÃO! Anos de falta de educação!
E quando digo educação, me refiro à educação que vem de berço, adquirida em casa, dada pelos pais. Quem deveria orientar! Não a educação da escola. Aquela que tem a função de ensinar a ler, escrever, matemática, HISTÓRIA, ciências… esse é o papel da escola. O “conjunto de hábitos, normas, comportamento” devem ser passados pelos pais, devem chegar com o aluno à escola, não esperar que isso seja aprendido no ambiente escolar, dar essa “carga” aos professores.
Não tenho filhos ainda, mas meu “estágio”, no papel de tio, me mostra que basta um pouquinho de vontade de querer ensinar o que se pode e o que não se pode; o que convém e o que não convém, para conseguir formar pessoas melhores para um futuro melhor.
Peço desculpas se o assunto foi muito pesado, hoje! Sei que nada vai mudar a partir desse texto. Mas precisava dividir isso! Rezo para estar vivo ainda para ver o mundo mudado, mas para melhor!
Sou grato aos meus pais pelas “varadinhas” doloridas, pelos castigos, pelas broncas, pelos ensinamentos! Quem sabe um dia tenhamos orgulho da educação que demos aos nossos filhos!
Boa semana!
Abraços